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riscos_e_rabiscos

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Não Sejas Ovelha, Vota...

... em quem não te parta a telha!

 

 

Caros amigos bloguistas, espero que tenham todos ido exercer o vosso direito ao voto. E espero que tenham votado bem, seja lá o que isto for. E tenha o vosso partido ganho ou não.

 

Confesso que, com muito pouca vontade, mas com muito pouuuuca vontade mesmo fui colocar a cruzinha no quadradinho. Fui esturricar o cérebro sob o sol escaldante, sequei à porta da minha secção de voto que parecia ser a mais movimentada e até o meu boletim de voto custou a entrar na urna de recheada que estava. É verdade, que é daqueles papéis de voto pequeninos que havia antigamente?! Uma folha A4 não acham que é muito gasto de papel?

 

E os partidos? Saõ mais que as mães! Metade deles nem os conhecia pois a política não é dos temas que mais me seduza.

A mim e a quase metade de Portugal... a abstenção ficar em cerca de 40% ?! Isto é incicativo de alguma coisa.

 

Deduzo que, cá pra mim, presentemente não há nenhum partido que motive e incentive o tuga a ir votar. a verdade é esta. São sempre os mesmo a chegar ao poleiro. E os pequeninos ainda têm que comer muitos danoninhos porque lhes falta um bocadinho "assim"...

 

E as sondagens?! Desculpem lá... se elas não existissem era muito melhor pois não influenciavam nem os votos e nem as abstenções, na minha opinião.

Ainda não se votou já o PS ganhou as eleições! Ora digam lá em que é que isto incentiva ao voto? Para que é que uma pessoa vai deixar de fazer o que quer que seja ou deslocar-se para locias longe para exercer o voto quando já sabemos quem ganhou?

 

Como vai ser agora? Chegamos ao fundo do Inferno de Dante ou chegaremos ao paraíso?

 

Um Pudido Ispecial...

 

Chelentiçimo sinhor injinheiru Sócras,

 

Foi com muinta teristesa que comesei as minhas iaulas este anu.

A minha perubessora tinha-me dito que nu perimeiro dia de iaulas o sinhor injinheiro Sócras mia ofrecer um camputador magalhais. É cu ano paçado, já não tive direitu peruque não xigarão pás incumendas.

 

Quale foi o meu ispantu conde xegei à sala de iaulas e não vi ninhum magalhais em sima da minha mensa. Porcurei na sala poreque pudia sere supresa mas não incontrei ninhum.

 

Axei esta atitude muito feia sinhor sócras. Iço não se faz. O meu manu teve direitu a um camputador e eu já não. Iço é escriminação, óviu sinhor Sócras?

 

É que eu só fui pá excola pruque me disserão, ou melhor, me pormeterão um camputador. Sim e eu inté pormeti à minha mãesinha quia istudar muito e fazer muintos tarbalhos de casa no camputador. E agora como cumpru as minhas pormeças? É queu não sou cumó sinhor, sinhor Sócras!

O meu manu nunca me deixo mixer no camputador dele. Dizia que tinha muintos enrros e que tavão lá umas gaijas nuas pur causa do calore a arranjar os porblemas do magalhais.

 

O meu pai já estava fartu de pagar interneti que era o cas gajas cumião e vendeu o camputador ao meu vezinho debacho.

O meu vezinho ficou bastante sastefeito com a mánica e cas gajas, só diçe cu egrã é um bucado peqeno e cas tequlas podião ser maiores.

 

Afinal conde é que xegão os outros magalhais? Ficarão pós subrinhos da sinhoira ministra? É queu não quero sere cumáqueles meninos que lhe derão os camputadores a fengir… Adepois vieram uns sinhoires capangas e palmarão os camputadores aos putos. A mim não me façem iço! Se querem levar o camputador, levão-me a mim tameim agarrado com unhas e dentes!

 

Ó sinhor Sócras não quer ser meu tio ou meu padrinho pa eu arreceber o camputador magalhais um bucado mais depreca???

 

Ass.

Um aluno devoto

 

Sudenly Surgery!

 

A minha mãe foi hoje operada à vesícula. Foi um dia inteiro passado no hospital. E sinto-me como se tivesse sido atropelada por um camião, para já nem mencionar os kilómetros que fiz lá dentro.

 

O tempo de espera agudiza o nervoso miudinho e a ansiedade. É talvez das piores fases pré-cirurgia. Como a minha mãe já tinha todos os exames feitos, não foi em “excursão” fazê-los com o grupo dos futurs operados. Pela lógica da batata, ela deveria ter sido das primeiras pessoas a quem a cama seria atribuída. Mas não. Esteve desde as 11 da manhã até às 2 da tarde à espera.

 

Procedimentos efectuados (questionário, catéteres e vestuário), voltámos a esperar mais um pouco. A minha mãe travou logo conhecimento com o vizinho da frente que tinha feito a mesma cirurgia que ela de manhã, e com a senhora que estava de visita ao marido que se encontrava internado e ligado às máquinas há 3 meses.

Esta conversa acabou por ser um momento de descompressão pois devido ao nervoso, a minha mãe tinha a tensão altíssima.

 

Às 4 horas tinha chegado a vez da minha mãe descer para o bloco operatório.

Aproveitei para ir comer algo e entreter algum tempo, li uma revista cor-de-rosa (em momentos de tensão não me consigo concentrar para ler livros), joguei tetris no telemóvel, falei como toda a gente e mais alguém e calcorreei aqueles corredores do hospital mais de 500 vezes.

 

Depois aconteceu algo que mexeu bastante comigo mas que eu já suspeitava…

Tinha ouvido um médico falar com a senhora cujo marido estava ligado à máquina. Não ouvi a conversa sequer mas adivinhei intimamente o que se iria passar.

Acabara de sair do elevador e entrar na sala de espera quando vejo a tal senhora. Aproxima-se de mim e diz-me “ele já se foi…” e desfaz-se em lágrimas. Custou-me tanto ouvir aquilo. Porque imaginei o sofrimento daquela mulher ao ver o marido a definhar e a ficar dependente de uma máquina. As visitas diárias a um ser vegetativo mas que ela tinha esperança de ainda voltar a ver reagir. A adiar uma morte inadiável.

Dei um abraço e um beijinho à senhora, disse meia dúzia de palavras de consolo – se é que pode haver algumas numa altura destas – e desejei-lhe muita força e coragem.

Conforme a senhora me vira as costas, desataram a cair-me as lágrimas como se fosse por alguém que eu já conhecesse há algum tempo. Custou-me aquela história de vida que se desfez em fumo numa questão de segundos.

 

Contei todos os segundos e minutos à espera de ver a porta dos elevadores abrir-se e surgir a minha mãe. Espreitei o quarto dela vezes sem conta.

Passou uma hora… duas horas… três horas… e a preocupação a começar a crescer. Ao fim de quatro horas lá dá ela entrada no quarto.

 

Não é que a meio da cirurgia, a minha mãe teve um ataque de asma? Isto deve ter atrasado tudo. Mas quando a vejo vir, acordada e aparentemente bem, foi um alívio.

Como já estava fora da hora das visitas, apenas verifiquei se estava tudo bem pois ela estava bem disposta. Pormenores da cirurgia só amanhã mesmo. Saí do hospital cansadíssima mas bastante mais aliviada!

 

 

Não Me Toque Que Me (Des)Afina!

  

Reconheço que sou um bocadinho comichosa com algumas coisas. Sou assim desde miúda e por mais que tente moderar estas “comichões”, existem algumas que não tenho conseguido… mesmo!

 

E uma dessas “comichões” irrita-me solenemente, faz-me chegar aos píncaros dos meus nervos, do meu stress, ou seja lá o que for!

 

Sabem aquelas pessoas que quando estão a falar connosco, nos estão sistematicamente a tocar nalguma parte do corpo, geralmente no braço? Ai que neeeervos!

Desculpem-me mas ainda não percebi qual o intuito daquele toque insistente e irritante.

 

Será para chamar à atenção? Será para acalmar? Será para ver quanto tempo uma pessoa resiste sem explodir? Será para passar energia? Ou será, ainda, para ver se a pessoa ainda está ali?

Pois em mim, o efeito que tem é o de querer zarpar dali imediatamente, em velocidade warp. Para além disto, exalta-me os nervos de uma tal maneira que até fico cheia de urticária e de pêlos em pé! E quanto a energia… se passarem um fósforo por mim, naquela altura, até faz labareda! Ah mas não sou eu a responsável pelos incêndios aqui do nosso pequeno país Tuga…

 

Mas o pior é que essas pessoas não se enxergam, ou pelo menos fingem. No meu caso, a tendência é para ir recuando para me afastar do toque dessas pessoas. Esses toques são ferros em brasa a tocar nos meus braços. Mas o pior é que quanto mais recuo, mais elas avançam para cima de mim com medo que eu fuja!

 

Sacudo os braços conforme me tocam e a minha voz parece possuída por uma raiva qualquer… mas o que continuo a achar mais incrível é a curta visão periférica e até central dessas pessoas, que são incapazes de ver o quão esse gesto irrita os outros.

 

É que nem todas as pessoas têm o dom de ter um toque agradável, balsâmico e calmante. Não. Isto não é um dom que se adquira, nasce connosco. E muito menos virá de pessoas que têm duas caras e que funcionam por interesses pessoais. Nevertheless (amo esta palavra!) consideram-se o supra sumo não sei do quê e - agora esta é demais! – julgam-se superiores aos outros quando elas próprias não passam de parasitas da sociedade!

 

Deixo aqui um conselho aos eventuais leitores que possam ter este “tique”: evitem o toque enquanto estão a falar com alguém. Tentem controlar-se. É que isso é tão irritantezinhooooo….

 

 

Mas Que As Há, Há…!

Hoje dei início às aulas no convento. Confesso que ia um tanto ou quanto desmotivada devido às mudanças por lá operadas.

 

Mas como eu não desisto nunca, lá preparei as coisas todas para as minhas primeiras aulas – ontem à noite e hoje de manhã parecia uma barata* tonta – e hoje rumei ao convento ao encontro das manas.

 

Antes de entrar pelo solene portão verde de dimensões gigantescas, fui até ao café do costume (não pode ser qualquer um para não se encontrar os papás dos alunos e haver falatório – recomendações internas) onde encontrei as minhas duas colegas “não-manas”.

 

Uma é a minha amiga de sempre e em quem tenho a máxima confiança e amizade, e a outra é a tal que eu fui substituir e que os pais não gostavam nada. Não ganharam nada com isso porque ela fez macumba às manas e já lá está de novo. Os pais andam a tremer, mas isto são pormenores!

 

Esta foi a segunda vez que vi a “não-mana”-que-eu-fui-substituir e aquilo que me ocorreu de imediato foi… preparem-se pois já sabem como esta cabecinha funciona… que ela era uma velha bruxa!!!!!

 

Opa, desculpem lá, mas uma chavala com uns óculos todos fedorentos e tortos, pendurados na ponta do nariz, que fala connosco a olhar por cima das lentes e não através delas, que tem os dentes cheios de musgo verde, não é uma velha bruxa?! Ah e o chapéu devia estar dentro da sua mala da mafaldinha ou da pucca ou hello kitty ou lá que era aquilo. Era chato ver-se entrar uma bruxa no convento.

Ainda pensavam que ali era a escola do Harry Potter…

 

E como era o primeiro dia de aulas e era um momento para recordar, eu andei a tirar fotos às crianças e em nome da posteridade, consegui tirar uma à não-mana bruxa. Ora vejam lá se eu não tenho razão?!

 

                        

 

 

 

 

*Em breve isto vai dar um belíssimo post. Me aguardem!

 

Assunto Sério.

 

De há uns tempos para cá, tenho recebido uns comentários aos meus posts, de teor desagradável.

 

Jamais os publiquei ou iria publicar. São comentários com uma forte carga negativa, destrutivos e muitíssimo ofensivos.

 

No entanto, têm-me feito dedicar-lhe uns momentos do meu tempo e pensar na pessoa que sente necessidade de os escrever.

Com efeito, se é alguém que me conhece, conhece-me muito mal pois deve julgar que este tipo de comentários me afecta de alguma maneira. Além disso, esta pessoa certamente está a passar por uma depressão, está de mal com a vida e deve estar a precisar de ajuda.

Até vos digo mais: estou disposta a ajudar esta pessoa, a levá-la a ver que há mais na vida do que uma insignificante existência mesquinha.

 

Mas se esta pessoa é alguém que não me conhece, deixo-lhe aqui uma pequena mensagem: não envie mais comentários deste género. Não são necessários, fazem-me perder tempo e, de qualquer das maneiras, não surtem qualquer efeito em mim.

Convido-a, inclusive, a fazer comentários no meu blog mas construtivos, em que possamos aprender algo, crescer como seres humanos, trocar ideias e experiências de vida.

 

É este o propósito do meu blog. Foi por isso e para isto que criei o meu blog e o mantenho com muito orgulho.

 

 

Unbelievable

 

No meu colégio do buraco financeiro, começo amanhã as aulas. Até aqui tudo muito bem, não fosse o caso de… EU AINDA NÃO TER O HORÁRIO!!!

 

Será isto possível?! Estarei eu fora de órbita?! Ou o colégio mudou de planeta e ninguém me informou?!

 

Depois não é de admirar que o colégio esteja a ser sugado pelo buraco negro (leia-se buraco financeiro)!

É que a desorganização tem vindo a estender os seus tentáculos por todo o colégio cá de uma maneira… Ah, mas a culpa não é dos profes!!! Nós somos ali apertadinhos e não podemos fugir da linha!

Mas em compensação direcção e auxiliares é cá um descambanço! Oié!!!

 

Esta tarde, lá vai a escrava de serviço – ou seja eu – andar feita tonta a preparar a primeira aula e testes diagnósticos. Já para não falar das planificações, às quais tenho dedicado 100% do meu precioso tempo de mini-férias, e que já nem posso ver à frente! Argh!

 

Bom, após fazer várias diligências para saber tão preciosa informação, recebi um email super elucidativo e o qual passo a transcrever:

 

4ª feira:  4º, 1º e 3º por esta ordem…”

 

(assinatura)

 

Perceberam batatas? Yap! Super esclarecedor… O que vale é que eu estava dentro do contexto. Espectáculo de horário!!! Não acham?!

 

Em conclusão, estou furibunda porque que organizar o meu trabalho e dar andamento à coisa mas a entidade suprema está a suprimir-me um elemento importante.

 

Vou ali teclar qualquer coisinha (quer-se dizer preparar alguns materiaizinhos para amanhã) e já volto, tá?

 

 

Ooops!... Sorry!

Hoje fui ao meu colégio do buraco financeiro tentar saber qual iria ser o meu horário no próximo ano lectivo e tomar um cafezinho com uma colega minha amiga que se vai embora de lá.

 

Fui e vim de transportes, como sempre, mas diga-se de passagem que hoje andavam todos atrofiados. Não sei se é de ser 6ª feira ou se é de ainda se respirar uma brisa a férias.

 

À vinda para casa, vinha o bus cheio. Vislumbrei um lugarzinho e, com delicadeza, pedi licença para passar. O que eu não sabia é que a minha companheira de viagem, era uma menina daquelas que tem a peida (desculpem a expressão) pesada.

 

Em vez de V. Exa. levantar o respectivo backside, não, rodou apenas os palitos, quer dizer, as pernas para o lado. Assim que eu dei um passo em frente, o bus arranca! Pois claro que dei uma mini pisadela, de raspão, à Sodona heavy backside. Ela fez uma expressão de incredulidade soltando um “ah” e eu desfiz-me em desculpas a que ela nem respondeu.

 

Lá fui eu encolhida no meu lugar, a congelar com o ar condicionado do bus. E só então reparei que a Sodona heavy backside não se conseguia mexer do lugar devido ao calhamaço – entenda-se livro -que trazia no colo a ler. Cheguei à conclusão que ela não se tinha conseguido levantar devido ao peso do livro. Eu explico: a Sodona heavy backside era tão fininha que um livrito de 300 páginas era mais pesado do que ela!

 

E ainda por cima tinha uma pose de Sodona lady: pernas cruzadas e muito direitinha no banco. Imaculada! Mas o que estragava tudo era a posição. Ou a moça tinha falta de pontaria ou era torta de natureza. É que os palitos, quer dizer pernas, e os pés em vez de se alinharem com o corpo e apontarem para a frente, estavam em diagonal, ocupando metade do “largo” corredor traseiro do bus da carris. É claro que todas as pessoas tropeçaram nela.

 

Agora pergunto eu: será que a moça tinha falta de pontaria ou era torta de natureza? Numa hipótese mais rebuscada, será que ela tinha falta de “contacto” humano?

 

 

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